Sobre mim
Sou paulistana, pisciana e viajante. Trabalho como comissária de iate, o que me dá a oportunidade de estar sempre próxima ao oceano. Em 2009 descobri que meu lugar era no mundo e sai para procurá-lo. Este blog é resultado do desejo de compartilhar minha vida, um pouco incomum, com os que queiram se aventurar e tentar ajudar aqueles que meu caminho cruzar. Sejam bem-vindos ao meu mundo!
Roteiro de 20 dias no Havaí: três ilhas, golfinhos, manta rays e muitos km rodados
O Havaí sempre foi o meu sonho. E graças ao meu trabalho de comissária de iate, tive o prazer em conhecê-lo
20/07/2017 - Atualizado em 20/07/2017 19h24


Quem aqui não sonha em visitar o Havaí? A verdade é que se vocês passam por aqui de vez em quando, ou seguem as minhas aventuras no Instagram, vocês sonham sim em visitar o Havaí, se é que já não visitaram!
 
O Havaí sempre foi o meu sonho. E graças ao meu trabalho de comissária de iate, tive o prazer em conhecê-lo. Em setembro de 2015 peguei uma super promoção na JetStar e com apenas $500 AUS comprei uma passagem de ida de volta de Brisbane, na Austrália, para Oahu, no Havai. E foi nessa ilha que começou a minha aventura de 20 dias em terras havaianas. Para tentar conhecer o máximo possível, como sempre, dividimos nossa estadia em três ilhas: Oahu, Maui e Big Island. A escolha das ilhas foi baseada em lugares que gostaríamos de ver. Ainda tenho outras ilhas em minha lista e, se tudo der certo, voltarei em breve!
 
 
Antes de eu começar a contar sobre os meus dias no Havaí, gostaria de deixar claro que essa pode sim se tornar uma viagem cara se você optar por hotéis luxuosos. No meu caso, quando visito um país, gosto de sair e explorar o máximo possível. Por isso, sempre optamos por hotel ou hostel porque sabemos que estaremos lá somente para tomar banho e dormir. Esse é o meu ponto de vista, mas é claro que há quem prefira outras opções e aventuras.
 
Optei por hotéis baratos para ter condições de investir em experiências. Somente na última ilha, resolvi me dar o “luxo” de ficar em um hotel mais caro e acabei me arrependendo. Mas conto tudo neste post. Vamos lá...
 
 
Oahu
 
Não deixem de passar o dia em Waikiki Beach. Mas vão e deem uma de turista mesmo:  comprem um daqueles colchões infláveis e passe o dia flutuando no mar azul que é tão calmo quanto uma piscina.
 



 
Oahu é, possivelmente, a ilha que tem mais turistas e, consequentemente, a que tem mais atrações. Escolha um dia inteiro para dirigir em torno da ilha. No Havaí, o aluguel de carros como como Mustang, Camaro Conversiveis e Jeep, sai o mesmo preço de carro popular. Na ilha de Oahu, extravagamos por um dia e alugamos um Mazeratti – meu carro dos sonhos – e dirigimos ao redor da ilha. Foi um duplo tick na minha bucket list!
 
 
Eu estava tão feliz por dirigir um carro como aquele que quase não paramos para ver nada, além, claro, das ondas gigantes e dos surfistas que se aventuram entre uma e outra. Mas não me arrependo. Para aqueles que estão programando a viagem para essa ilha, vale a pena conferir Diamond head, Cat Walk, Stairway to Heaven e Kualoa Ranch.
 
Maui
 
Sabem, se eu tivesse que escolher a minha ilha favorita, seria a Maui. Não sei explicar direito em palavras, mas ela tem um charme tão especial. Amei as praias, as opções de atrações, a paisagem, as comidinhas, tudo!
 
Nessa ilha alugamos um Mustang. Como disse antes, não sai mais caro que o valor de um carro popular. Assim como em Oahu, dirigimos ao redor da ilha. Road to Hana é um trajeto que vale a pena ser feito. Ele é super famoso pelas curvas, penhascos, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego.
 
Lá, fizemos um passeio de barco até Malokini, uma das três crateras vulcânicas do mundo! Declarada santuário ecológico, Malokini é famoso por suas águas cristalinas cheis de vida e de visibilidade de 30 a 60 metros! A impressão é que você consegue ver tão bem debaixo d’água quanto fora dela. Vale a pena!
 
 
Vocês gostam de acordar cedo, por exemplo, às 3 da manhã e passar um friozinho de 7°C? Eu também não hahaha. Mas aqui vale a pena. Assistir o nascer do sol no Parque Nacional de Haleakala é algo que ficará marcado para o resto de suas vidas. Saia cedo, chegue cedo – vai ter trânsito! - e ache um espaço para fincar os pés porque terão muitas pessoas disputando o mesmo espaço que você. E, por fim, aproveite um dos espetáculos mais lindos que você terá a oportunidade de presenciar na vida.
 


 
Big Island
 
Por último, mas não menos importante, fomos para Big Island. O nome da ilha já diz tudo.  Ela é de fato enorme, mas ainda assim também fizemos a road trip. Foi nessa ilha que resolvemos ficar em um hotel mais luxuoso, o Hilton Waikaloa Village.

 

O hotel era tão top e tão cheio de coisas para fazer que para ir da recepção até o quarto, tínhamos a opção de pegar um monotrem ou um barquinho. Sim! Dentro do hotel existe um riozinho com barcos específicos para transportar os hóspedes de um lado para o outro. Se eu gostei? Não muito. O hotel é legal, mas não é o meu estilo. Eu gosto de entrar, tomar banho e sair. Claro, que um dia em um hotel desses, para conhecer, vale a pena. Mas, ficar hospedada lá, tomou muito o nosso tempo. Imaginem o tempo só para entrar e sair...hahaha E para completar, chegando lá descobri que uma das piscinas servia para manter golfinhos em cativeiro! Minha vontade era de ir lá à noite, abrir a piscina e deixa todos eles livres.
 

 

 

O que mais me deixou chocada foi saber que, nessa mesma ilha, você tem a oportunidade de mergulhar com golfinhos no meio do oceano e por um preço bastante acessível. E foi nesse momento em que realizei mais um sonho.
 
A empresa Coral Reef Adventure fornece o melhor serviço e, acima de tudo, são ecologicamente corretos! Não jogamos nenhuma comida para atrair os animais. Tudo aconteceu da forma mais natural possível. O barco se aproximou do grupo de golfinhos e o nosso grupo, de apenas 8 pessoas, entrou na água, sem muita bagunça ou alvoroço. Ficamos lá, nadando com eles até eles se dispersarem.
 
 
A qualidade do serviço foi tão boa que voltamos no dia seguinte à noite para fazer o mergulho com as arraias manta - outro espetáculo imperdível! Acho até que gostei mais de nadar com as mantas do que com os golfinhos, acredita?
 

 
Durante a noite, as mantas se alimentam. Sabendo disso, ao entardecer, fomos para o oceano. Novamente, estávamos em oito pessoas.  Seguramos na borda de uma prancha de isopor, que carregava uma lanterna no centro. O objetivo é fazer com que a luz atraia os plânctons e, consequentemente, as mantas. A sensação de ter aquelas mantas gigantes dando piruetas na nossa barriga e abrindo o bocão pra se alimentar no meio da noite foi demais! E o melhor de tudo é saber que essa experiência não prejudicou de forma alguma o habitat natural das arraias manta.
 
Querem mais dicas? Aventurem-se nas ondas do Havaí, nem que seja para pegar um jacaré. Mas tomem muito cuidado. As chances de entrar um set de ondas enormes é muito grande. Vocês podem acabar como eu, cheia de areia no cabelo e em todos os orifícios do corpo, mas, também, cheios de histórias pra contar.
 
 
 




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